Sex, Drugs and Recall
Não é de hoje que os planos de mídia procuram encaixar os VTs nos programas de maior audiência. Em função desta audiência as emissoras costumam cobrar pequenas fortunas por seus trinta segundos. Todavia uma pesquisa recente, publicada no Journals of Applied Psycology e divulgada na revista Scientifc American, sugere que em alguns casos esse investimento pode estar todo errado.
De acordo com a pesquisa, telespectadores de programas com conteúdo sexual explícito têm um índice de recall menor dos comerciais assistidos do que os telespectadores de programas sem conteúdo sexual. Uma pesquisa anterior já havia também demonstrado que programas com conteúdo violento geram um baixo índice de recall.
A pesquisa foi feita com 324 adultos divididos em dois grupos. A ambos foram exibidos os mesmos 9 comerciais, sendo que um grupo assistiu programas violentos, ou de conteúdo adulto, e o outro assistiu programas de conteúdo neutro. Os pesquisadores mediaram o índice de lembrança dos comerciais logo após a exibição dos programas e no dia seguinte, confirmando que no grupo que assistiu ao programa com conteúdo violento ou sexual o recall é menor, independente do sexo ou faixa etária, de ter gostado ou não do programa que assitiu.
Os resultados não apontaram exatamente o motivo desta redução no recall, mas a hipótese é de que este tipo de conteúdo ative em nossa mente pensamentos de conteúdo violento ou sexual criando uma cortina de fumaça mental durante o intervalo, já que o cérebro está ocupado com outra coisa.
Como normalmente acontece na ciência, uma resposta cria várias outras perguntas.
Será que o mesmo fato não acontece com comerciais com apelo sexual ou violento? Será que eles chamam a nossa atenção para o VT, mas obstruem nossa mente para o produto?
Quem acompanha os números das campanhas ultimamente tem visto que os resultados estão cada vez mais minguados. Será que a programação apelativa da TV não tem uma parcela de culpa? Estas são questões para pensar.
Fonte: Scientific American

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